Quais são os Orixás do Candomblé e da Umbanda?

Conheça os principais Orixás do Candomblé e da Umbanda, suas características, diferenças, domínios, significados espirituais, o papel de Exu e como cada tradição compreende essas forças espirituais e ancestrais

1/27/20269 min read

Os Orixás são as divindades centrais tanto no Candomblé quanto na Umbanda, mas a forma como são cultuados e compreendidos varia significativamente entre as duas religiões. Se você está começando sua jornada espiritual ou simplesmente quer entender melhor essas entidades sagradas, este guia completo vai esclarecer todas as suas dúvidas.

Neste artigo, você descobrirá as características de cada Orixá, seus domínios, cores, oferendas e como eles se manifestam nas duas tradições religiosas.

O Que São Orixás?

Orixás são divindades originárias da tradição Yorubá da África Ocidental. Segundo a mitologia, são forças da natureza que foram ancestrais divinizados, cada um com personalidade, história e domínios específicos sobre aspectos da vida e da natureza.

Diferenças de Concepção

No Candomblé:

  • Orixás são deuses com existência própria e independente

  • Representam forças primordiais da natureza

  • São cultuados através de rituais específicos e oferendas

  • Não conversam quando incorporados, apenas dançam

Na Umbanda:

  • Orixás são considerados emanações divinas de Olorum (Deus único)

  • Funcionam como intermediários entre Deus e os homens

  • Trabalham em conjunto com entidades espirituais (Caboclos, Pretos-Velhos)

  • Raramente incorporam diretamente, atuando mais como regentes de linhas espirituais

Os Principais Orixás e Suas Características

1. OXALÁ (Obatalá)

Domínio: Criação, paz, pureza espiritual

Elemento: Ar

Cores: Branco, às vezes prata

Dia da Semana: Sexta-feira

Sincretismo: Senhor do Bonfim, Jesus Cristo

Características:

  • O mais elevado dos Orixás

  • Representa a paz, sabedoria e criação

  • Pai de quase todos os outros Orixás

  • Calmo, ponderado e justo

No Candomblé: Oxalá é o criador da humanidade, moldando o corpo dos seres humanos. Há duas qualidades principais: Oxalufã (velho, sábio) e Oxaguiã (jovem, guerreiro). Recebe oferendas de comidas brancas como canjica, arroz, inhame.

Na Umbanda: Rege a linha de Oxalá, trabalhando com Pretos-Velhos e entidades de paz. É invocado para cura espiritual, proteção e harmonia. Sua linha trabalha predominantemente com caridade e amor ao próximo.

Oferendas: Canjica branca, arroz, inhame, água, flores brancas, velas brancas

Saudação: "Epa Babá!" (Candomblé) / "Salve Oxalá!" (Umbanda)

2. IEMANJÁ (Yemọja)

Domínio: Maternidade, mares, fertilidade

Elemento: Água salgada

Cores: Azul claro, branco, prateado, transparente

Dia da Semana: Sábado

Data Especial: 2 de fevereiro (Dia de Iemanjá)

Sincretismo: Nossa Senhora dos Navegantes, Nossa Senhora da Conceição

Características:

  • Mãe de todos os Orixás (na maioria das tradições)

  • Protetora das mulheres, especialmente mães

  • Senhora das águas salgadas

  • Generosa, mas também vingativa quando desrespeitada

No Candomblé: Iemanjá é uma das rainhas mais importantes, mãe protetora e nutridora. Usa vestidos rodados azuis e prateados, com braceletes. Suas festas são grandiosas, especialmente nas praias.

Na Umbanda: Muito cultuada, especialmente no Brasil litorâneo. Trabalha com Caboclos do mar e entidades femininas. É procurada para questões de maternidade, amor maternal, proteção familiar.

Oferendas: Champanhe, flores brancas e azuis, perfumes, espelhos, melão, manjar branco (oferendas sempre levadas ao mar)

Saudação: "Odoyá!" ou "Omiyo!"

3. OGUM (Ògún)

Domínio: Guerra, tecnologia, caminhos, trabalho

Elemento: Ferro, metal

Cores: Azul escuro, vermelho, verde

Dia da Semana: Terça-feira

Sincretismo: São Jorge, Santo Antônio

Características:

  • Guerreiro destemido e justo

  • Patrono dos ferreiros, militares, motoristas

  • Abre caminhos e remove obstáculos

  • Temperamento forte, mas leal

No Candomblé: Ogum é o ferreiro divino, criador de todas as ferramentas. Filho de Iemanjá, irmão de Exu e Oxóssi. Guerreiro incansável, protetor de seus filhos. Usa espada e capacete.

Na Umbanda: Comandante da Linha de Ogum, trabalha com Caboclos guerreiros. É invocado para abrir caminhos, resolver demandas, dar proteção. Ogum Beira-Mar, Ogum Rompe-Mato, Ogum Megê são algumas de suas falanges.

Oferendas: Feijão fradinho, inhame, cerveja, mel, azeite de dendê, velas azuis ou vermelhas

Saudação: "Ogunhê!" ou "Patakori Ogum!"

4. OXÓSSI (Ọsọ́ọ̀sì)

Domínio: Caça, fartura, matas, conhecimento

Elemento: Terra, florestas

Cores: Verde, azul turquesa

Dia da Semana: Quinta-feira

Sincretismo: São Sebastião, São Jorge (em algumas regiões)

Características:

  • Caçador habilidoso e provedor

  • Rei de Ketu (na mitologia)

  • Inteligente, astuto, generoso

  • Ligado ao conhecimento das ervas

No Candomblé: Oxóssi é o grande caçador que alimenta o povo. Usa arco e flecha, chapéu com penas. Irmão de Ogum, filho de Iemanjá. Suas festas celebram a fartura e abundância.

Na Umbanda: Rege a Linha de Oxóssi, trabalhando com Caboclos das matas. É invocado para prosperidade, fartura, cura através das ervas. Caboclo das Sete Encruzilhadas, primeira entidade da Umbanda, trabalha nesta linha.

Oferendas: Frutas, milho, cerveja clara, flores do campo, velas verdes

Saudação: "Okê Arô!" ou "Okê Caboclo!"

5. XANGÔ (Ṣàngó)

Domínio: Justiça, trovão, fogo, realeza

Elemento: Fogo

Cores: Vermelho e branco (marrom em algumas tradições)

Dia da Semana: Quarta-feira

Sincretismo: São Jerônimo, São João Batista, São Pedro

Características:

  • Rei justo e poderoso

  • Controla raios e trovões

  • Viril, elegante

  • Não tolera injustiças ou mentiras

No Candomblé: Xangô foi o quarto rei de Oyó, divinizado após sua morte. Carrega um machado duplo (oxê), usa coroa. Teve três esposas: Oxum, Obá e Iansã. Representa o poder real e a justiça divina.

Na Umbanda: Comanda a Linha de Xangô, trabalhando com Caboclos de justiça. É invocado para causas judiciais, equilíbrio, questões de autoridade. Xangô 7 Pedreiras, Xangô Kaô são manifestações comuns.

Oferendas: Quiabo, amalá (quiabo com camarão), frutas, cerveja preta, velas vermelhas e brancas

Saudação: "Kaô Kabiecilê!" ou "Salve o Rei!"

6. IANSÃ (Ọya)

Domínio: Ventos, tempestades, raios, eguns (espíritos dos mortos)

Elemento: Ar, fogo

Cores: Vermelho, marrom, coral

Dia da Semana: Quarta-feira

Sincretismo: Santa Bárbara

Características:

  • Guerreira valente e sensual

  • Única mulher que domina os raios

  • Comanda os eguns (espíritos)

  • Temperamental, apaixonada, corajosa

No Candomblé: Iansã foi esposa de Ogum, depois de Xangô. Usa espada e eruexim (rabo de cavalo). É a dona dos ventos e tempestades. Leva os mortos para o outro mundo.

Na Umbanda: Trabalha com Pombogiras e entidades guerreiras femininas. É invocada para coragem, paixão, afastar eguns perturbadores, questões amorosas intensas. Iansã do Balé é uma manifestação comum.

Oferendas: Acarajé, abará, frutas vermelhas, champanhe rosé, velas vermelhas, laranjas (marrom em algumas tradições)

Saudação: "Eparrei Oyá!" ou "Salve Iansã!"

7. OXUM (Oṣun)

Domínio: Rios, cachoeiras, amor, fertilidade, riqueza

Elemento: Água doce

Cores: Amarelo, dourado, às vezes rosa

Dia da Semana: Sábado

Sincretismo: Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora das Candeias

Características:

  • Vaidosa, elegante, sedutora

  • Deusa da beleza e do amor

  • Protetora das gestantes

  • Relacionada à riqueza e prosperidade

No Candomblé: Oxum é a rainha das águas doces, segunda esposa de Xangô. Usa espelho, leque, abebê (leque de metal dourado). É extremamente poderosa, apesar da aparência delicada. Salvou o mundo quando os Orixás homens falharam.

Na Umbanda: Trabalha com Caboclas das cachoeiras e entidades femininas amorosas. É invocada para questões amorosas, fertilidade, beleza, prosperidade financeira. Muito procurada por mulheres.

Oferendas: Champanhe, mel, flores amarelas, perfumes, ovos, doces, velas amarelas (oferendas em cachoeiras)

Saudação: "Ore Yê Yê Ô!" ou "Mamãe Oxum!"

8. OXUMARÊ (Oṣùmàrè)

Domínio: Arco-íris, renovação, transformação, movimento

Elemento: Água e ar

Cores: Amarelo, verde, todas as cores do arco-íris

Dia da Semana: Terça-feira

Sincretismo: São Bartolomeu

Características:

  • Andrógino (masculino e feminino)

  • Representa ciclos e renovação

  • Liga céu e terra através do arco-íris

  • Relacionado à riqueza que circula

No Candomblé: Oxumarê é representado como serpente e arco-íris. Seis meses é homem, seis meses é mulher. Filho de Nanã, irmão de Omolu. Leva a água da terra para o céu e vice-versa.

Na Umbanda: Menos cultuado que outros Orixás, mas presente em algumas casas. Trabalha com renovação, transformação, superação de fases difíceis.

Oferendas: Frutas variadas, mel, flores coloridas, água, velas coloridas

Saudação: "Arroboboi Oxumarê!"

9. OMOLU/OBALUAIÊ (Ọbalúayé)

Domínio: Doenças, cura, terra, morte

Elemento: Terra

Cores: Preto, branco, roxo, vermelho

Dia da Semana: Segunda-feira

Data Especial: 16 de agosto

Sincretismo: São Lázaro, São Roque

Características:

  • Senhor da varíola e doenças de pele

  • Curador poderoso

  • Usa manto de palha (azê) que cobre todo o corpo

  • Respeitado e temido

No Candomblé: Omolu (mais velho) ou Obaluaiê (mais jovem) é filho de Nanã. Foi abandonado ao nascer por ter feridas. Iemanjá o curou. Domina doenças e cura. Ninguém pode ver seu rosto.

Na Umbanda: Trabalha com Pretos-Velhos e entidades de cura. É invocado para doenças graves, especialmente de pele, epidemias, proteção contra morte prematura.

Oferendas: Pipoca (deburu), vinho tinto, água, mel, velas pretas, brancas ou roxas

Saudação: "Atotô!" ou "Ajuberô!"

10. NANÃ (Nanã Buruku)

Domínio: Lama primordial, morte, ancestralidade

Elemento: Terra pantanosa, lama

Cores: Roxo, lilás, branco

Dia da Semana: Sábado (ou segunda-feira)

Sincretismo: Sant'Ana, Nossa Senhora dos Navegantes

Características:

  • A mais velha das divindades das águas

  • Relacionada à morte e retorno à terra

  • Séria, severa, mas justa

  • Mãe ancestral

No Candomblé: Nanã é a senhora da lama do fundo dos rios, de onde Oxalá tirou o barro para criar os humanos. Para ela os corpos retornam após a morte. Mãe de Omolu, Oxumarê e Ewá. Não aceita objetos de metal.

Na Umbanda: Trabalha com Pretos-Velhos anciãos. É invocada para questões de morte, passagem, aceitação de perdas, sabedoria ancestral. Muito respeitada.

Oferendas: Arroz com passas, vinho licoroso, lilases, velas roxas (sem metal)

Saudação: "Saluba Nanã!"

11. EXU (Èṣù)

Domínio: Comunicação, encruzilhadas, movimento, sexualidade

Elemento: Fogo, terra

Cores: Vermelho e preto

Dia da Semana: Segunda-feira

Sincretismo: Erroneamente associado ao Diabo (rejeitado pelos praticantes)

Características:

  • Mensageiro entre humanos e Orixás

  • Guardião das encruzilhadas

  • Brincalhão, astuto, imprevisível

  • Representa o princípio dinâmico da existência

No Candomblé: Exu é o Orixá mais importante ritualmente - nada acontece sem ele. Recebe oferendas primeiro. É o dono das encruzilhadas e estradas. Não é demônio - isso é preconceito cristão. Há 21 Exus diferentes.

Na Umbanda: Exus são entidades espirituais (não Orixás), que trabalham na Lei. Exus de Lei são guardiões, protetores, trabalhadores. Exu Tranca-Ruas, Exu 7 Encruzilhadas são comuns.

Oferendas: Farofa de dendê, cachaça, charutos, pimenta, velas vermelhas e pretas (oferendas em encruzilhadas)

Saudação: "Laroyê Exu!" ou "Mojubá!"

12. POMBOGIRA

Domínio: Feminilidade, sexualidade, amor, encruzilhadas

Elemento: Fogo

Cores: Vermelho, preto, rosa

Dia da Semana: Segunda-feira ou sexta-feira

Características:

  • Contraparte feminina de Exu

  • Representa a mulher livre e independente

  • Trabalha com questões amorosas e femininas

  • Sensual, forte, decidida

No Candomblé: Pombogira não existe como entidade separada. Algumas qualidades femininas de Exu são chamadas de Bombogira.

Na Umbanda: Pombogiras são entidades espirituais muito poderosas. Trabalham com amor, sexualidade, autoestima feminina, libertação. Pombogira Maria Padilha, Pombogira 7 Saias são manifestações conhecidas. Muito procuradas por mulheres.

Oferendas: Rosas vermelhas, champanhe, perfumes, maçã, mel, velas vermelhas

Saudação: "Salve Pombogira!" ou "Laroyê!"

Tabela Comparativa - Orixás no Candomblé vs Umbanda

Orixá Candomblé Umbanda

Manifestação Incorporação total (inconsciente) Raramente incorporam diretamente

Função Divindades independentes Regentes de linhas espirituais

Comunicação Não falam, apenas dançam Trabalham através de entidades

Oferendas Inclui sacrifício animal Apenas oferendas vegetais

Hierarquia Cada Orixá tem igual importância Oxalá no topo, depois os outros

Qualidades Múltiplas (ex: 16 Oxalás) Geralmente forma única por Orixá

Como Descobrir Seu Orixá de Cabeça

No Candomblé

A identificação do Orixá de cabeça (Elédá ou Ori) é feita através do jogo de búzios por um Babalorixá ou Iyalorixá experiente. É um processo sério que considera:

  • Data de nascimento

  • Características de personalidade

  • Jogo de búzios

  • Observação durante rituais

Na Umbanda

Pode ser revelado por:

  • Jogo de búzios

  • Consulta com entidades (Pretos-Velhos, Caboclos)

  • Testes de vibração

  • Sonhos e sinais espirituais

IMPORTANTE: Testes online e aplicativos NÃO são confiáveis. Procure um terreiro sério.

Quantos Orixás Existem?

A resposta varia:

Na África (tradição Yorubá): Existem 401 Orixás (número simbólico que significa "incontáveis")

No Brasil (Candomblé): São cultuados cerca de 16 Orixás principais

Na Umbanda: Trabalha-se com 7 linhas principais (Oxalá, Iemanjá, Ogum, Oxóssi, Xangô, Iansã, Oxum) mais outras divindades

Sincretismo: Orixás e Santos Católicos

O sincretismo aconteceu durante a escravidão, quando africanos eram proibidos de cultuar seus deuses. Para preservar a fé, associaram Orixás a santos católicos:

  • Oxalá = Jesus Cristo / Senhor do Bonfim

  • Iemanjá = Nossa Senhora dos Navegantes

  • Ogum = São Jorge

  • Oxóssi = São Sebastião

  • Xangô = São Jerônimo

  • Iansã = Santa Bárbara

  • Oxum = Nossa Senhora da Conceição

  • Nanã = Sant'Ana

  • Omolu = São Lázaro

No Candomblé tradicional: O sincretismo é cada vez mais rejeitado, buscando-se a pureza africana.

Na Umbanda: O sincretismo é abraçado como parte da identidade brasileira.

Conclusão

Os Orixás são divindades complexas, ricas em histórias e significados. Seja no Candomblé ou na Umbanda, representam forças da natureza e aspectos da vida humana, oferecendo orientação, proteção e conexão espiritual.

Conhecer os Orixás é mergulhar na cultura afro-brasileira, compreender a resistência de um povo e valorizar a diversidade religiosa do Brasil. Cada Orixá tem sua beleza, poder e lições a ensinar.

Se você se sentiu atraído por algum Orixá específico ao ler este artigo, pode ser um sinal de afinidade espiritual. Procure um terreiro sério, converse com praticantes experientes e permita-se conhecer mais sobre essas divindades fascinantes.

Axé e Saravá!

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Dúvidas Comuns Esclarecidas

Quais são os principais Orixás cultuados no Candomblé e na Umbanda?
No Brasil, cultuam-se principalmente Oxalá, Iemanjá, Ogum, Oxóssi, Xangô, Iansã, Oxum, Omolu, Nanã, Oxumarê e Exu, com diferenças claras de função e manifestação entre Candomblé e Umbanda.

Orixás do Candomblé e da Umbanda são os mesmos?
Os nomes dos Orixás são os mesmos, mas no Candomblé eles são divindades independentes, enquanto na Umbanda atuam como forças regentes que trabalham junto a entidades espirituais.

Exu é Orixá ou entidade espiritual?
No Candomblé, Exu é um Orixá fundamental, responsável pela comunicação e movimento. Na Umbanda, Exu é uma entidade espiritual de Lei, guardiã e trabalhadora da espiritualidade.

Como saber qual é meu Orixá de cabeça com segurança?
A identificação do Orixá de cabeça deve ser feita por meio do jogo de búzios ou orientação espiritual em um terreiro sério; testes online não são confiáveis espiritualmente.

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